domingo, 12 de agosto de 2012

Foi mesmo preciso que houvesse essa parada, esse refresco da medicação. Acho que só assim pude entender e vislumbrar tão bem: eu nunca amei ninguém.

Dramática, né?

Quis dizer que meus relacionamentos,todos, nenhum foi de verdade. Porque eu nem sabia quem eu era. Eu nem poderia me assumir. E nenhum deles estava realmente interessado nisso.

Porque eu só lidava com salvadores da pátria e príncipes encantados.

Porque eu só queria alguém para colorir minhas projeções e egos. minhas preguiças.

Porque eu não procurava alguém. Eu me escondia.

Porque eu não procurava alguém. Eu usava para saciar minha fome.

Porque eu não saciava minha fome.

Eu....
... sei lá o que estava fazendo.

Precisava que decretassem a minha beleza, a minha boa vontade e todas as ilusões a meu respeito.

Eu queria um publicitário para facilitar minha vida com um marketing sem-vergonha.

Eu queria uma central de tele atendimento para atender minhas ligações, para lidar com os defeitos que eu não estava a fim de resolver.

Eu peço desculpa e peço perdão. Eu fui realmente agente nisso tudo.

Ao mesmo tempo, não há o que perdoar ou desculpar. Não era livre e nem tinha como ser. É algo do caráter e não é. É algo a se relevar e não é.

Eu não era livre. E nunca houve jaula alguma.

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