Cada dia é quase um susto.
Ele nasce de um jeito inevitável e imprevisível. Tenho medo, claro! Gostaria de ter tudo sob controle, para aquecer meu ego e para não sofrer. Com a escolha que fiz, essas atitudes não serão possíveis.
Não são.
Apesar de estar doendo, eu não sofro - disse um melhor amigo que "a dor é necessária, mas o sofrimento é opcional".
Percebo, nesse instante, que vivi sofrendo... mas não as dores necessárias. Contornei da dor, me escondi. Temia rejeições e fracassos - que nunca aconteceram, pois nunca deixei que me acontecessem. Nada aprendi, se nada experenciei. O que eu esperava então, que tipo de vida eu esperava?
Torço por um "fora". Por alguém que me "jogue na cara" o meu desvalor. Rezo por um coração quebrado, rasgado. Por um não. Todas essas coisas temi, fugi - e acabei não sabendo. Três décadas e qualquer adolescente é uma bíblia para mim.
A dor está criando quem sou. Está soldando, fechando arestas. A alegria sincera não surge espontaneamente. Ela mora no coração, que agora se abre em feridas. Negar a dor é negar a alegria - e não viver a alegria é como não viver.
Nem sei como consegui chegar até aqui, mas cheguei. E meu espírito dará voltas e voltas - mas ele sabe o caminho.
Talvez só precise mesmo se aquecer.
Ele nasce de um jeito inevitável e imprevisível. Tenho medo, claro! Gostaria de ter tudo sob controle, para aquecer meu ego e para não sofrer. Com a escolha que fiz, essas atitudes não serão possíveis.
Não são.
Apesar de estar doendo, eu não sofro - disse um melhor amigo que "a dor é necessária, mas o sofrimento é opcional".
Percebo, nesse instante, que vivi sofrendo... mas não as dores necessárias. Contornei da dor, me escondi. Temia rejeições e fracassos - que nunca aconteceram, pois nunca deixei que me acontecessem. Nada aprendi, se nada experenciei. O que eu esperava então, que tipo de vida eu esperava?
Torço por um "fora". Por alguém que me "jogue na cara" o meu desvalor. Rezo por um coração quebrado, rasgado. Por um não. Todas essas coisas temi, fugi - e acabei não sabendo. Três décadas e qualquer adolescente é uma bíblia para mim.
A dor está criando quem sou. Está soldando, fechando arestas. A alegria sincera não surge espontaneamente. Ela mora no coração, que agora se abre em feridas. Negar a dor é negar a alegria - e não viver a alegria é como não viver.
Nem sei como consegui chegar até aqui, mas cheguei. E meu espírito dará voltas e voltas - mas ele sabe o caminho.
Talvez só precise mesmo se aquecer.
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