
antes o céu do que mal acompanhado.
Precisava passar aqui antes de dormir, falar dessas coisas de hoje. De como hoje arrumei minha casa - que já estava arrumada - apenas bagunça-la mais, perder definitivamente o medo de baratas e deixar minha casa e meu passado mais leve. De como isso teve sua beleza e como foi divertido ter minha filha ao meu lado nesse momento. Mas como esse momento não teve nada de ideal. Ele precisou ser feito e foi.
Falar da solidão de hoje, como os amigos fugiram das minhas mãos... uns se esconderam na ilusão, outros na mentira e alguns nos shoppings mesmo... mas de como isso foi bom, porque lembrei de como era a solidão, de como doía e de como não doía coisa nenhuma - pois eu não estava só. Eu só me achava só.
Eu li em algum lugar que a solidão é incapacidade de fazer companhia a si mesmo. E é verdade.
O Amor Próprio não me parece um destino, me parece uma estrada, bem, bem, bem, bem longa e que precisa estar marcada pelos seus pavimentos, para facilitar o trânsito. Não basta se amar, tem que se esforçar todo santo dia.
Hoje, não houve o que me distraísse. Matei todas as baratas que consegui - só me escapou uma, não imprevista. O gozado é que eu sabia das outras. Eu sabia que estavam lá, se alimentando dos meus segredos. Aniquiladas, como Ryan Gosling matando seu inimigo no elevador.
Não é por acaso que eu assusto. Nunca consegui esconder muito bem que sou uma selvagem.
O resultado da minha nova faxina foram espaços novos... e o engraçado é que eu não sabia o que colocar neles.
Mas é preciso preencher algo só por que se está vazio?
A última lição do dia foi ter dormido para assistir à cerimônia de entrega do Oscar e ter acordado só depois que ela estava encerrada. O que há de libertador nisso? Simplesmente tudo: filmes que não vi, vida que não acompanho, coisa repetida que fiz durante zilhões de anos e sequer tava com vontade - sincero. Quando acordei, no entando, me senti mal por ter perdido... o que foi mais maravilhoso ainda.
Eu preciso desse medo, provoca-lo, convoca-lo. E depois transformá-lo em coragem, em coração. Pois eu não temi mais as baratas porque já estava acostumada com elas... na verdade, o fato de saber que elas estavam escondidas em algum lugar passou de confortável para desconfortável e hoje CONFRONTÁVEL.
Os objetos de apego, tão nocivos e feios como as baratas, talvez precisem passar por esse processo. São várias baratas, infelizmente, em vários esconderijos, tantos que há sempre uma novidade. Um a um, eles vão me ficando desconfortáveis. Aguardo o confronto.
Precisava escrever isso.
De como minha Redenção foi a ficar sozinha, mas sem estar.
Só para descobrir que esse território é meu.
Sonhem, almas corajosas. E confrontem. O caminho do coração é esse.
Falar da solidão de hoje, como os amigos fugiram das minhas mãos... uns se esconderam na ilusão, outros na mentira e alguns nos shoppings mesmo... mas de como isso foi bom, porque lembrei de como era a solidão, de como doía e de como não doía coisa nenhuma - pois eu não estava só. Eu só me achava só.
Eu li em algum lugar que a solidão é incapacidade de fazer companhia a si mesmo. E é verdade.
O Amor Próprio não me parece um destino, me parece uma estrada, bem, bem, bem, bem longa e que precisa estar marcada pelos seus pavimentos, para facilitar o trânsito. Não basta se amar, tem que se esforçar todo santo dia.
Hoje, não houve o que me distraísse. Matei todas as baratas que consegui - só me escapou uma, não imprevista. O gozado é que eu sabia das outras. Eu sabia que estavam lá, se alimentando dos meus segredos. Aniquiladas, como Ryan Gosling matando seu inimigo no elevador.
Não é por acaso que eu assusto. Nunca consegui esconder muito bem que sou uma selvagem.
O resultado da minha nova faxina foram espaços novos... e o engraçado é que eu não sabia o que colocar neles.
Mas é preciso preencher algo só por que se está vazio?
A última lição do dia foi ter dormido para assistir à cerimônia de entrega do Oscar e ter acordado só depois que ela estava encerrada. O que há de libertador nisso? Simplesmente tudo: filmes que não vi, vida que não acompanho, coisa repetida que fiz durante zilhões de anos e sequer tava com vontade - sincero. Quando acordei, no entando, me senti mal por ter perdido... o que foi mais maravilhoso ainda.
Eu preciso desse medo, provoca-lo, convoca-lo. E depois transformá-lo em coragem, em coração. Pois eu não temi mais as baratas porque já estava acostumada com elas... na verdade, o fato de saber que elas estavam escondidas em algum lugar passou de confortável para desconfortável e hoje CONFRONTÁVEL.
Os objetos de apego, tão nocivos e feios como as baratas, talvez precisem passar por esse processo. São várias baratas, infelizmente, em vários esconderijos, tantos que há sempre uma novidade. Um a um, eles vão me ficando desconfortáveis. Aguardo o confronto.
Precisava escrever isso.
De como minha Redenção foi a ficar sozinha, mas sem estar.
Só para descobrir que esse território é meu.
Sonhem, almas corajosas. E confrontem. O caminho do coração é esse.
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